Adoro comer mandioca!
Costumo ler as crônicas publicadas nos jornais e gosto muito do que
escreve o jornalista Ivan Lessa, da BBC Brasil. Desta feita li sobre a cerveja
de mandioca, fabricada em Moçambique.
Nem sei se Ivan chegará a ler minha crônica, mas sou louca por mandioca.
De preferência, a frita, bem sequinha. No Rio, comprava na feira da Praça
Serzedello Correa, cozinhava e quando era boa, comia com manteiga (não
margarina) e açúcar. Que sabor!
Imagino que deve ser uma gostosura a cerveja de mandioca, que Ivan diz
não ser novidade, pois há gerações onde era fermentada, em especial entre
portugueses, e tomada com gosto!
A nova birita, segundo Lessa, fabricada com 70% de mandioca ou aipim +
30% de cevada, está sendo bem aceita, principalmente pelos moçambicanos, os
quais tomam e depois ficam a sorrir. A vida é boa!
Ivan destaca “dinheiro não compra a felicidade”, contudo enquanto sobrar
nos bolsos alguns cobres ou pilas a mais, bebe-se cerveja de mandioca. Indica
que cientistas, sociólogos e acadêmicos pesquisem o sabor da nova bebida. Metem
o bedelho em nossas idiossincrasias, gostos e desgostos. A felicidade deve ser
estudada, ressalta.
Vou contar algo particular que aprendi a saborear na “Ilha da Fantasia”,
como é chamada Florianópolis. Para ir do Jurerê ao centro tenho que pegar dois
ônibus. O primeiro vai daqui a Santo Antônio. Às vezes demora o segundo que me
leva até ao terminal, então sou cliente assídua de um dos quiosques de um
senhor simpático e sorridente. Por favor, bolo de mandioca recheado com frango!
– peço. Que delícia! Fiquei freguesa e nem preciso pedir, é só encostar-me no
balcão, que já me serve.
É uma felicidade da qual não abro mão!
Lessa comenta a lista dos 187 países mais “felizes”, e leva em conta a
qualidade de vida, o desenvolvimento e o índice econômico. O Brasil, como é
natural, não ganha medalha de ouro, prata ou bronze. (...) Não pegou nem mesmo
chapinha de cerveja de mandioca. Chegou em 84º lugar!
Foi o 20º colocado entre os países latino-americanos, só perdendo para
Argentina e Chile. Gosto do termo utilizado por Ivan – “índice de pobreza
multidimensional” Pergunta-se: “Que bicho é esse?” Não acredita se tratar de
desestimular os destituídos ou pobres.
Noruega, Austrália, Holanda, EEUU e Nova Zelândia foram os cinco
primeiros colocados.
Em Oslo, Noruega, minha amiga e quase filha Paula Virginia mora hoje,
casada com Roar, mas me escreve e reclama ser difícil achar emprego por não
falar bem a língua norueguesa. Às vezes trabalha embrulhando produtos
comestíveis, principalmente para a Páscoa e Natal. Estuda mais e quer
futuramente um trabalho compatível com seu nível de inteligência. Conta-me que
as comidas da Noruega são gostosas, mas não mais que as do Brasil.
Carla Janaína, amiga da neta Marciola, mora em Amsterdã, Holanda. Andei
olhando umas fotos do seu casamento com um jovem nativo e admirei sua pele
rosada e o jeito saudável de ser. Deve alimentar-se bem!
No Brasil, penso, come-se bem! Ora, ao invés de comer batatas, que é
comida de alemão, saboreia-se mandioca seca. Minha mana, casada com um filho de
alemão, não engole batata, nem à força. Detesta e acha muito sem graça. Também
não sou lá de viver comendo batatas. Há até um jargão popular: “Alemão batata,
come queijo com barata!” Nem sei de onde veio isso!
Consulto o Google e fico
ciente de que o versinho surgiu na década de 1940, quando os germânicos (bem
como os italianos) sofreram dura perseguição em razão da II Guerra Mundial. O meu
ex-marido tinha o sobrenome Grecca, da linha materna, mas a mãe, medrosa de o
filho único ser prejudicado, foi ao cartório e consertou o sobrenome apenas como
Dias de Paiva, português, do pai.
Não devo desviar da mandioca, que adoro de montão. E se alguém de
Moçambique quiser me mandar uma garrafa desta birita feita de mandioca, por
gentileza, meu telefone é 48 96643087, da TIM.
Desejo ser feliz com a nossa mandioca! Aipim ou macaxeira, do Nordeste.
Como nordestino come macaxeira! Eu também!
Gostamos mais ela Cozida, ou frita com farinha de mandioca, Café com Leite, pão velho! Beijo Meu Bem! Honra ler vosso amados Contos através Semiologia da Palavra. Boa Noite! Parabéns blog Porreta.
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